12/06/2005

Aos descrentes como eu...

23/03/2005

Returning to me...

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This is about the things I can't see
The things that I dream when I'm with thee
This is about the things that I do
That I'm only able of when I'm with you.
Ripping my heart, stepping onto my soul,
Soaring high above the ground
Nights of sweet magic, of blood and gold,
Days when it's frightening to hear a sound.
Lying here, looking at the stars
Wishing to be wherever you are;
Sick of hoping, waiting, wandering,
I find it's time to make my own wings grow.
Wishing not more than to be able to fly,
Wishing not more than to be able to flow.
Wishing that you would not be so far,
Wishing that I was just not so slow.
Scared of what life may bring to me,
Scared of the day when I'm meeting you.
So its time to look at the ground,
For those who soar also need to feed;
But while my roar sounds through the skies
I know that though I’m down here in disguise
There is still a way I can Return to me.

Dedicated to My Grandfather.
"For a well organized mind, Death is nothing but the Next Great Adventure" A. D.


15/03/2005

Vidas...

Pois bem...
Após um grande interregno, aqui estou eu outra vez!
Levei muito tempo sem saber o que escrever, pois achava profundamente que não tinha nenhum assunto interessante sobre o qual versar, mas após festejar o aniversário da minha melhor amiga, apercebi-me que há um assunto maravilhoso bem na minha frente: A própria Vida.
Foi durante o festejo do seu 20 aniversário (que também eu cumprirei este ano e que é um momento que abomino, pois ainda não consegui concretizar todos os projectos que tinha para quando chegasse a esta provecta idade) que me ocorreu a reflexão que irei partilhar convosco.
Ao mesmo tempo que me sentia tremendamente feliz com a felicidade que ela demosntrava no momento, sentia-me mais e mais desesperada de momento para momento ao pensar na minha prórpia vida, já que estava a ver chagar os meus vinte anos e ainda não fiz uma viagem decente sem a minha mãe (4 dias na serra nevada com a turma no 9º ano não conta), ainda não tenho carro, não tenho sequer carta e não tenho casa própria. Afinal que raio andei eu fazendo nos vinte anos que daqui a pouco por cá andei? Vi TV, li muitos livros, arranjei planos sempre para o futuro, tive muitas ideias, preocupei-me com tudo o que queria fazer, com tudo o que queria levar a cabo e com as formas como haveria de o fazer.
Depois de um sério ataque de desespero e da promessa de mudar esta treta de vida vegetativa, comecei a olhar para a coisa de outro modo.
Afinal, cada um dos nossos momentos é gasto da forma que nós mesmos achamos melhor. Fui eu que escolhi (embora nem sempre, mas pronto) ter 20 anos compostos disto. E apesar de se calhar (bem, de certeza) o tempo gasto com preocupações fúteis ser mal empregado, o tempo gasto com a leitura não o foi de certeza, nem aquele gasto a ver programas de tv do meu interesse. Afinal, com uqaquer destas coisas aprendi um bocadinho do todo que sei hoje, e isso é sempre bom (pelo menos para mim). Quanto às preocupações com o futuro, sem muitas dessas horas mortas a olhar para o tecto certamente hoje não estaria a começar a construir as pedras basilares do resto da minha vida num curso de que gosto com pessoas que são pura e simplesmente demais. Estaria ainda a lutar contra os números num qualquer curso se ciências onde a minha média desse para entrar. E não teria certamente no bolso uma parte daquilo que será um dia convertido na minha viagem a Londres, conseguida só com o meu próprio esforço.
Assim, cheguei a conclusão que se calhar, os meus 20 anos não foram assim tão mal gastos, que um carro e uma casa não caem do céu (e se caíssem coitados dos pobres que levassem com isso tudo em cima), e que só eu sou responsável pelo resto da minha vida (o que não quer dizer que ande a gastar otempo que cá me falta e que nunca se sabe quanto é com tretas, portanto vou mesmo mudar de vida!).
Ok, termino com uma máxima de Albus Dumbledore que me ficará de agora em diante gravada no coração com letras de fogo: "There is no good to dwell on dreams and forget to live!" (Não adiantará nada perderes-te em sonhos, e esqueceres-te de viver!)